A ceia de Natal está mais cara? Siga essas dicas e economize
Por Daiane Brito
1. Planejamento O verdadeiro segredo para poupar está em seguir três passos: planejar com antecedência, escolher bem os itens e pesquisar os preços. (Imagem: Pixabay/geralt)
2. Menu Defina o cardápio previamente para ter tempo de pesquisar os preços com calma, poder aproveitar as promoções e substituir algum item caso seja necessário. (Imagem: Pixabay/stux)
3. Lista de convidados Para evitar desperdício, procure fazer o cálculo aproximado da quantidade de comida e bebida que cada convidado irá consumir na ceia. (Imagem: Pixabay/pompi)
4. Prato principal O peru nesta época fica mais caro. Ele pode ser substituído pelo pernil ou até pelo frango para baratear o custo do prato principal. (Imagem: Pixabay)
5. Sem itens caros Prefira molhos que podem ser feitos sem gastar muito, como o de laranja. Fuja de receitas que levem vinhos e outros produtos caros. (Imagem: Pixabay/ponce_photography)
6. Substituições inteligentes Substitua as passas no arroz por legumes, já que nesta época elas ficam mais caras. Outra dica é acrescentar farofa de banana. (Imagem: Pixabay/Fauno)
7. Cardápio saudável Legumes e verduras também podem render pratos bons e criativos. Inove no cardápio com uma lasanha de berinjela, por exemplo. (Imagem: Pixabay/condesign)
8. Frutas tropicais Troque as frutas tradicionais por outras que sejam da época. Procure comprá-las perto da véspera, para não correr o risco de elas estragarem (Imagem: Pixabay/Elionas2)
9. Sobremesa A típica rabanada é uma boa opção econômica, assim como o sorvete. Rechear o panetone também é uma ótima pedida ao invés de receitas muito elaboradas. (Imagem: Pixabay/Romi)
10. Autocontrole Lembre-se de não gastar mais do que pode. Dois em cada dez brasileiros ficaram com o “nome sujo” devido a dívidas de Natal em 2015, segundo o SPC Brasil. (Imagem: Pixabay/Cassi)
Em tempos de crise e desemprego elevado, a quantidade de pessoas que
estão inadimplentes aumenta a cada mês. Para quem tem compras parceladas,
perder a renda e, portanto, a capacidade de honrar seus compromissos, pode
tirar o sono. Mas antes de tudo, é importante saber que os credores têm
consciência de que o país atravessa uma fase muito difícil, portanto, como o
principal interesse é receber, vale a pena sempre conversar, expor o que está
acontecendo e, principalmente, pensar em uma proposta que caiba no orçamento.
Márcio Wu, professor de Gestão Financeira da Fecap, explica que o termo
devedor cabe a qualquer pessoa que tenha parcelas a vencer, mas o grande
problema é quando o pagamento não está em dia, porque aí pode virar uma bola de
neve.
“Ter dívida não é ruim, desde que não seja cara. Por exemplo, se você
contrai um empréstimo a uma taxa anual de 4% ao ano, o que é muito barato, não pode ser considerado ruim. Você aplica
esse montante em renda fixa e sai no lucro. Por isso o importante é avaliar
quanto custa sua dívida e se não é possível trocar por uma modalidade mais em
conta. Para baratear a dívida atual, vale qualquer coisa: pegar empréstimo com
taxa menor ou mesmo renegociar com o credor”, diz.
Quando a pessoa está endividada, diz Fábio Gallo, que é docente da
Fundação Getulio Vargas, os gastos mensais devem ser restritos ao básico do
básico, inclusive com alimentação, e o pagamento da dívida em atraso deve ser
prioridade.
“Busque o serviço de superendividados do Procon e certifique-se de você
deve realmente o que estão te cobrando e se não há taxas embutidas e cobranças
ilegais, o que é bem comum de ocorrer. Procure seu credor e faça uma proposta
de renegociação. Mas, é importante cumprir com o que se comprometeu. Por isso,
se você diz que terá cem reais por mês para pagar uma parcela, você deverá ter
esse valor separado. Uma vez que você descumpre uma renegociação, fica bem mais
difícil conseguir descontos novamente”, ensina.
Um alerta muito importante para quem está devendo é não fazer novas
dívidas. Para Michael Viriato, docente do Insper, a dica parece boba, mas na
realidade ninguém leva a sério. “Muita gente pensa que, se já está devendo, com
o nome sujo, uma dívida a mais não vai fazer diferença. E é justamente por
conta desse tipo de atitude que a vida financeira se complica cada vez mais.
Tem pessoas que não aguentam a tentação de promoções de eletrodomésticos e
acabam comprando até o que não precisa. Muitas vezes já possuem uma televisão
ou um celular em bom estado, mas trocam por um mais novo sem necessidade e sem
condição de pagar também”, afirma.
Segundo o professor de economia José Dutra Vieira Sobrinho, os dois
principais motivos de endividamento dos brasileiros é o uso indiscriminado do
cheque especial e cartão de crédito, cujas taxas de juros giram, em média, em
10% e 15% mensais, respectivamente. O ideal, segundo o especialista, é eliminar
esse tipo de “dinheiro” do cotidiano, sobretudo quando a situação financeira
está comprometida.
Viriato compartilha a opinião e sugere que as pessoas eliminem o cartão
de crédito e ainda vai mais longe: cartão de débito só para sacar. Isso porque,
segundo ele, existe um valor sentimental muito maior quando a pessoa enxerga o
dinheiro saindo do bolso, o que não existe quando você faz os pagamentos com o
cartão.
“Primeiro passo é assumir que o cartão de crédito é uma arma e deve
ficar guardado em um local bem escondido. Mas a melhor forma de economizar e
ter total controle de seus gastos é andar com dinheiro vivo. Apesar de a pessoa
ter o trabalho de sacar e buscar um local que tenha segurança, é a melhor forma
de saber exatamente quanto está saindo e para quê. Com o débito, esse tipo de
controle já fica mais difícil”, explica.
Mas, se o endividamento já existir, é essencial buscar formas de
liquidar. “Se a família possui dois carros, por exemplo, o ideal é vender um
deles, pelo menos, para saldar os compromissos que estão em aberto. Pode ser
difícil no começo, mas se não tomar esse tipo de atitude, logo mais será
necessário vender a própria casa, o que é bem pior”, afirma.
Mas se não tiver nenhum bem para se desfazer, então é o momento de
tentar trocar a dívida. “O importante é lançar mão de empréstimos com taxas
mais baixas, como o crédito pessoal parcelado, ou, se for possível, o
consignado, cujos juros são bem mais acessíveis”.
“No caso de aposentados ou
pensionistas, o consignado é pelo INSS e a taxa é baixa, de 2,34% ao mês.
Compensa bem mais. Mas também precisa tomar cuidado para não esticar o prazo.
Tem gente que faz empréstimo em 60 parcelas e acaba se perdendo no meio do
caminho”, explica.
Uma outra dica para controlar as despesas, segundo Viriato, é separar o
gasto fixo do salário e o que sobrar dividir igualmente em quatro. Assim, para
cada semana do mês haverá uma quantia disponível para gastar.
Também é importante ter uma planilha simples de controle de gastos. “Bem
fácil de fazer e existem diversos modelos para baixar na Internet. Basta
colocar tudo o que ganha de um lado e tudo o que gasta de outro. Assim fica
claro para onde está indo o dinheiro, o que permite uma reflexão sobre os
hábitos de consumo e uma análise sobre onde é possível enxugar ainda mais”,
finaliza.